Music Studio, Label, Editora, Distribution, Live Concerts, Formação de Téchnicos de Produção
International music production based in Inhambane, Moçambique

POSITIVO LOGO

english version

Um grupo focado em actividades que usam a música para encontrar soluções para assuntos
relacionados com o HIV/SIDA

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Documento de informação para baixar (8 folhas pdf, 2.4MB)

Brochura de informação para baixar (2 folhas pdf, 3,9 MB)

Eu nao tenho medo (mp3, recorder with the pupils of Mangunde)

Vamos-la (mp3, recorded with the pulis of Homoine)

Uma noite de prazer (mp3, recorded with the pupils of Maxixe)

POSITIVO VIDEO MANGUNDE (edited by Meinhard Knitel)

 

INTRODUÇAO

O HIV/SIDA é uma das doenças mais perogosas na África Austral. É difícil lutar contra esta doença por várias razões, este projecto concentra-se numa: a discriminação. Como estando associado a transmissão sexual, o HIV/SIDA muitas vezes significa “vergonha”, “segredo” e “silêncio”.
Como um grupo musical austríaco-moçambicano forte, nós queremos quebrar esse silêncio e organizar workshops de música em todo o país.

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A música viaja e alcança lugares onde o HIV/SIDA é forte, mas nenhum activista irá – a bares, discotecas ou distritos isolados.
Nós queremos juntar as crianças, ouvir suas questões e trabalhar com elas numa base de conhecimento mútuo para reduzir os equívocos e mitos com relação aos temas de HIV/SIDA. Queremos influenciar as pessoas através de letras produzidas por alunos e interpretadas pela música moçambicana. Queremos quebrar os tabus, encorajar as pessoas a confiar umas nas outras. Queremos trazer a confiança, deixá-las falar e espalhar suas mensagens na rádio. Queremos lutar contra a vergonha, segredo, silêncio, e diminuir a discriminação pelo HIV/SIDA.

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VISÃO

  • Em 2009 haverá um crescimento significativo do número de pessoas testadas em Moçambique, um crescimento significativo do número de pessoas tomando medicação de SIDA, e um melhoramento significativo na maneira como milhares de moçambicanos viverão com o HIV.
    Em 2009 Moçambique terá centenas de novos músicos activistas cantando a esperança e espalhando mensagens relacionadas com o HIV em todo o país.
  • Em 2009, pessoas infectadas com o HIV em Moçambique sentir-se-ão mais do que nunca menos discriminadas.
  • Em 2009 haverá várias músicas moçambicanas lidando com a situação do HIV no país e consciencializando as pessoas sobre o seu comportamento sexual.
  • Em 2009 organizações que usam a música para divulgar mensagens contra a discriminação pelo HIV serão fundadas nos estados africanos.

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OBJECTIVOS

Em 2008 vamos visitar e apoiar pelo menos 30 escolas e igual número de centros de saúde no país, dando shows a uma média de 50.000 alunos em Moçambique, lançando igual número de canções sobre os temas principais do HIV, produzindo e distribuindo a música em todo o país, lançando uma compilação de âmbito nacional e organizando eventos com alunos moçambicanos em Maputo no dia Mundial da SIDA. A compilação do disco compacto (CD) será distribuída por todas as estações de rádio.

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ORGANIZAÇÃO

A digressão em Moçambique vai requerer equipamento móvel e um calendário rigoroso. Vamos mapear o país em zonas, incluindo um máximo de 10 lugares por visitar. Vamos visitar esses lugares 3 vezes:
Visita 1: apresentação do projecto, avaliação das necessidades e organização logística
Visita 2 (1 mês depois): show e workshop, visionamento de TV, shows radiofónicos
Visita 3 (2 meses depois): distribuição de música local e marketing

Entre as visitas a equipe vai voltar a sua sede em Inhambane, analisar e reportar dados e estatísticas, verificar o equipamento, misturar e produzir música, fazer cortes na fitas de filmes, ocupar-se da distribuição e marketing nacional e internacional, e preparar workshops seguintes.

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PROJECTO PILOTO EM MANGUNDE

Em Mangunde (Província de Sofala, Moçambique), de 2 a 4 de Março de 2007, realizámos o nosso primeiro workshop piloto contra o HIV/SIDA com os 1.500 alunos da escola de Mangunde. O tema seleccionado foi a importância do teste de HIV. Visto que muitas pessoas infectadas pelo HIV não têm qualquer sintoma, fazer teste é muito importante, mas o medo e a discriminação impedem a decição.

Em Mangunde consciencializamos sobre a importância dos testes de HIV/SIDA e as consequências nas vidas das pessoas infectadas com o HIV nas zonas rurais. O workshop foi um sucesso, acima das nossas expectativas.

O workshop piloto de Mangunde provou que a música pode vencer os tabus tradicionais quando for partilhada com crianças e apresentada com força e simplicidade. De facto, as crianças vão escrever e cantar canções sobre HIV com orgulho quando gostarem da música. Elas vão ganhar auto-confiança e coragem para assumir suas próprias palavras. Nas semanas seguintes ao workshop em Mangunde, um número altamente significativo de estudantes fez testes voluntários e os médicos estão confiantes de que esse número aumentará.

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ORGANIZAÇÃO DO WORKSHOP DE MANGUNDE

A ideia original foi de produzir uma canção sobre o HIV/SIDA envolvendo alunos da escola de Mangunde no processo de composição das letras e da música. O tema seleccionado foi a seguinte questão, que foi levantada no nosso show depois da nossa chegada:

“porquê estás com medo de fazer o teste de HIV?”

200 alunos responderam numa folha de papel. As suas respostas foram usadas para inspirar a um grupo de 25 estudantes. O grupo foi dividido em pequenas fracções com diferentes interesses, tais como cantar, repar e fazer letras. Depois de encontradas as melhores palavras para a canção num processo interactivo entre o POSITIVO, o grupo de redacção e o médico da aldeia, os estudantes foram gravados com um grupo coral composto por uma média adicional de 800 habitantes interessados que vieram apoiar a realização do workshop.

A área junto à Igreja de Mangunde tornou-se numa arena a céu aberto. A ocorrência de 800 pessoas cantando nossos coros foi impressionante e definitivamente uma grande experiência para todos os participantes do Projecto Piloto de Mangunde.
A canção foi intitulada “Eu não tenho medo (de fazer o teste)”. Foi cantada pelo pequeno grupo de 25 estudantes durante o ultimo dia do workshop. Todos os estudantes que participaram nesta produtiva e criativa maneira de auto-expressâo ficaram orgulhosos e felizes pelo trabalho que desenvolvemos juntos…e muitos deles tiveram logo a certeza de fazer teste no dia seguinte, e também confiantes o suficiente para convencer outros membros da comunidade para fazerem o mesmo.

A ideia do workshop foi iniciada em Janeiro de 2007, quando Roland encontrou o seu antigo amigo e colega de escola Dr. Meinhard Knitel, médico especializado no tratamento de HIV/SIDA e que trabalho no hospital dia de Mangunde por um ano. Junto com Hélio, a ideia de criar um workshop de música para os alunos de Mangunde ganhou corpo. Meinhard, não só deu o seu aconselhamento médico, como também ficou responsável pela filmagem do documentário do Projecto piloto do workshop.

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DEPOIS DE MANGUNDE

Num estúdio improvisado em Inhambane, produzimos uma versão misturada da canção de modo a testa-la em bares e discotecas. Quanto mais pessoas jovens dançarem a música, mais motivação teremos. Também alguns shows encorajadores na Praia do Tofo para testar a reacção dos turistas e de doadores potenciais, e eventualmente um show especial na Escola Comercial e Industrial Eduardo Mondlane de Inhambane para mais de 400 alunos. Esse show foi concebido para repetir a experiência de Mangunde (sem workshop) numa área urbana, incluindo concerto, apresentação de vídeo e consulta sobre testes de HIV. Os alunos ficaram entusiasmados. A Rádio Moçambique fez a cobertura do evento.

Em cooperação com o Cinema Arena da Cooperação Italiana para o Desenvolvimento, fomos ao Distrito de Bambela na Província de Inhambane onde cerca de 500 pessoas participaram numa apresentação musical do POSITIVO sobre HIV.

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ESTÚDIO MÓVEL PARA GRAVAÇÕES NO PERCURSO

O estúdio móvel que usamos quando estamos em digressoes consiste de um laptop (computador portátil), uma “interface” de som, uma pequena mesa de mistura, auscultadores e microfones. Para produzir uma música “playback”, é necessário um Teclado MIDI-controller para programar as batidas e as linhas de bass.
Gravar nas nossas deslocações sem estúdio é relativamente simples embora a falta de electricidade e equipamentos em falta tais como um amplificador de corrente, leva algumas vezes a problemas e a fraca qualidade de som nos concertos.
Para organizar workshops numa escala maior e mais profissional, com certeza que mais equipamento será necessário. Se utilizarmos não somente um microfone para os cantores, mas vários por exemplo para gravar um grupo local a actuar, técnicas avançadas áudio deveriam estar disponíveis.
No caso do nosso projecto piloto, o abastecimento de energia foi graças a um gerador de diesel que é propriedade da missão de Mangunde. Pensamos em comprar um gerador para o POSITIVO para nos tornarmos mais independentes e ter a possibilidade de fazer workshops em zonas rurais, onde nem mesmo um gerador existe.

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